para Téo.

13 dez

Meu amor,

eu sei que a loucura do nosso dia-a-dia é incompreensível aos olhos sãos de uma criança.
seria muito melhor passar o dia no parque, na piscina, olhando os detalhes e tomando sorvete.
(eu concordo)

a gente passa a vida toda ouvindo dos mais velhos que nossos pais se sacrificam por nós, fazem de tudo pra gente ter uma vida “digna”.
eu sei que é extramente digno você ter uma comida gostosa e uma escola legal. e eu vou te dar isso pra sempre. além de passeios e o que você precisar.
mas eu tb acho digno a gente deitar no chão sem preocupação e horário.
fazer da vida uma delícia diária.

esse ano foi corrido pra todos nós.
inclusive pra você, que além de começar a ir pra escola, correu pra aprender a andar (a correr, pular…) e a falar.
aprendemos muitas coisas juntos.
e você trouxe muita sabedoria e esperteza pra mamãe e pro papai.

eu sinto muita saudade da simplicidade que éramos, eu e seu pai, antes de entrar nessa maluquice do mundo.
de ter que entrar pra sobreviver.
sinto saudade da nossa pureza de gestos e palavras. e vontade de passar mais isso para você.
não que a gente tenha virado dois ogros cegos completamente inseridos nessas falsas verdades da sociedade. nao se assuste! nunca fomos assim!
mas tem coisas que a gente tem tido mais dificuldade de fazer.

por exemplo;
ultimamente so falamos sobre o desejo de ir pra praia, deitar na areia, sentir o vento bater na gente e nada mais.
de brincarmos de dia e de dormir de tarde com a chuva.
nós 3. quer dizer, nós 4. seu irmão nao foge do meu “lado”!
mas nós vamos conseguir essa sutileza sublime logo.
estamos quase lá.

essa é minha promessa de 2011 pra você.

e só pra nao perder o costume;
eu te amo cada dia mais. e você me mostra o que é a vida.
de verdade.

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fim de semana com Teté.

22 nov

os braços estão tão doloridos, quase despencando do corpo.

as pernas cansadas, nao conseguem se levantar direito.

mas eu estou muito feliz!

decidi passar um fim de semana sozinha com o Téo (e Martin na barriga), depois de tantos meses nessa loucura de quase nao ter tempo pra fazer nada direito.

e foi a melhor coisa que podia ter feito!

criamos o nosso mundo. a parte de todos os outros.

e a nossa energia conjunta é tão grande e única. fiquei emocionada em sentir que existe sentimento assim; que é real.

é uma sincronicidade/reciprocidade extra-mundo-material.
o resultado mais escancarado da soma entre duas pessoas que sempre acreditaram, buscaram e cultivaram esse amor.

aquelas coisas que nao dá pra pegar.

sou muito grata por tudo isso que vem me acontecendo.
tenho tido a oportunidade de experimentar o que é vida de verdade. o que é sentir de verdade.
muito diferente daquelas bagunças que a gente inventa, só pra passar o tempo.

isso é amor de verdade.
e to ansiosa pra saber como é ter isso em dobro; em triplo!

gravidez

19 nov

a gravidez é um período bem engraçado.

é bem levinho, tirando o peso da barriga.

eu me sinto muito bem, meio especial e num outro universo. paralelo a essa loucura que a gente vive todo dia.

parece que dá uma pausa.

parece que é um momento que as mães ganham pra buscar uma paz. interior e exterior. e que antecede a correria maluca mas tão boa que vem por aí.

eu me sinto assim.

não ligo muito pro cansaço, pros pés inchados e pra falta de roupa.

lógico que as vezes da uma impaciencia/vontade de acabar com tudo logo.

ou sair pelada na rua, quando NADA do armário da certo ou o bolso nao corre$ponde ao aumento do número da calça.

mas passa tão rápido… esses repentes são só faiscas que depois nem são lembradas.

eu gosto de sentir o tempo passar rápido e ao mesmo tempo não chegar nunca.

gosto de construir o mundinho que vai abrigá-lo.

gosto de fazer atividades que me aproximem dele e de sentir o que ele pede pra eu fazer.

gosto de imaginar como ele vai ser; se vai ser parecido com o irmão, completamente diferente, mais calmo ou mais elétrico (acho impossível)

como vai ser a relação deles.

e a nossa.

dessa vez tá chegando muito depressa.

eu ainda nem tive tempo de curtir intensamente e nem tirar muitas fotos.

quando foi a vez do Téo, eu passava todos os segundos (praticamente) pensando na gravidez e arrumando tudo.

mas por causa disso, muitas vezes bagunçando a minha cabeça.

não vejo a hora de chegar o momento de só esperar…

vem logo Martin!!!

começo sem ordem

16 nov

e na própria desordem.

pensei em começar relatando desde o princípio mas não me soa natural.

sinto vontade de falar sobre o presente, e talvez no futuro sobre o passado…

e aos poucos vou falando sobre tudo o que quiser.

os últimos dias e talvez meses, vêm estabelecendo a mais profunda desordem.

antes era uma desordem boa, aquela que nos faz entrar num mundo novo.

agora começa a ser algo que beira o desagradável. (mas são só detalhes)

Eu acho maravilhoso ser mãe do Téo aos 24 (quase 25) anos e estar grávida do Martin.

Tenho milhões de coisas boas para falar, duzentos mil prós para dar para pessoas do tipo que se assustam.

Eu sempre soube que seria assim e a cada dia que passa me sinto mais no lugar certo do que sempre (acho que nunca estive tão certa).

Tirando aqueles detalhes… e são os mais superficiais dentro desse todo tão, mas tão profundo.

Essa vida cotidiana de ter que ganhar dinheiro para sobreviver e sacrificar (muitas) coisas, não é pra mim.

Acordar ainda cansada, sair correndo com dor no coração de ver o “bebê” chorar porque quer brincar com a mãe, pegar transito, passar o dia pensando em coisas que precisam ser feitas (e longe delas), se o Téo tá comendo bem, porque ele ta fazendo birra, como mudar isso, trabalhar ao mesmo tempo e ainda realizar que está sem dinheiro e precisa arranjar mais meios de se obter o tal papel, lembrar que estou grávida e preciso curtir isso e arrumar mil coisas, sair correndo, pegar transito, ter dor de barriga de nervoso com medo de chegar muito atrasada na escola, pegar mais transito com o filho no carro, chegar em casa, ter que arrumar bagunca, pensar no jantar, guardar a roupa que está a dias em cima da cadeira, brincar com o Téo mesmo sem forças (fisicas), lembrar de tomar banho (as vezes é difícil no meio de tudo), tentar ficar com o Fe (o companheiro disso tudo) um pouco mas na maioria das vezes nao resistir e cair na cama morta do dia inteiro e do sono de grávida que nao vê a hora para ser respeitado.

Eu sei que a grande maioria das pessoas vive assim. E vive por muitos anos, as vezes a vida inteira.

Mas eu não concordo e nunca concordei.

Ando tendo essa crise ultimamente porque me sinto num universo muito maior do que essa coisa completamente mundana.

E esse combo que as pessoas chamam de realidade não condiz.

E ninguém vai me convencer que é assim.

Sei que é um começo de muita coisa ao mesmo tempo, esse começo de vida adulta e de muitos tipos de sensações e vivências.

E tenho plena consciencia de que todo começo beira o caos.

Mas quero começar do jeito certo. Que daqui só evolua pra como tem que ser.

estou de novo em processo de mudança. como sempre.

e ponto.

benvinda (de volta às letras), eu mesma.

11 nov

Há muito tempo venho pensando em escrever sobre tudo isso que tenho passado.

Há muito tempo ando tendo saudade de escrever.

Meus lapsos tiveram um repente do próprio nome e foram pausados em suas letras antigas. (www.lapsu.blogspot.com)

Minha vida anda bem diferente do que era  e anda bem.

Tem agora suas proprias pernas e mais 4 pra caminhar com ela… ou até mesmo 6!

Såo tantas coisas…

Nem eu mesma sei como vim parar nesse outro mundo ou nem eu mesma sabia o quao novo era esse mundo dentro de todo o mundo que eu vivia.

É realmente uma nova realidade…

completamente diferente de tudo o que havia vivido, (visto, sentido, tocado…).

Eu agora tenho Téo e Martin.

(e contarei sobre o mundo novo por partes)